Trabalho?

Estou aqui para contar um experiência profissional maravilhosa. Em novembro passado tive a oportunidade de passar 13 dias em Aracajú a serviço. Ainda não tinha ido ao Sergipe, foi a primeira vez. Estava sozinha e ansiosa por ter que ficar tantos dias em uma cidade que não conhecia.

Confesso que me surpreendi com a cidade. Muito bonita e simples, calma, apesar de oferecer os serviços que qualquer capital dispõe.

Durante o período em que fiquei tive que conhecer cada pequeno local da cidade, a cada dia estava em duas localidades diferentes, passando por bairros dos mais humildes aos mais pomposos.

Adorei a receptividade do povo sergipano, fiz algumas amizades e conheci pessoas que largaram toda a agitação e correria de Brasília para o sossego e a familiaridade de Aracajú.

A melhor parte ficou no final, em que tive alguns dias de descanso. Nestes meu marido foi até o meu encontro e podemos passear pelas praias maravilhosas. Rodamos tanto que chegamos até a Bahia, em Mangue Seco, aonde eu tirei a foto que está postada.

Este pode ser um grande motivo de eu valorizar demais o meu trabalho, que me dá oportunidade de conhecer lugares diferentes e me inteirar de como o nosso serviço está sendo visto em várias partes do país.

Em situações como esta me pergunto: Será que isto mesmo é trabalho?

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Olá pessoal,

estou aqui de volta, mas de um ano depois. As atividades profissionais me tiraram completamente da minha meta. Mas não se assustem. Não engordei tudo de novo. Em julho de 2011 tive que sair da academia. Estava trabalhando até tarde sem horário para malhar. Em setembro, fui aprovada em uma seleção de mestrado, que passou a ser meu novo foco. Será que a meta mudou? Acho que no momento sim. Com relação à malhação, desde novembro retornei à academia. Estou fazendo atividades agora às 7h da manhã. Junto com meu maridão, que me acorda todos os dias às 6h para me exercitar. Dizendo ele é para o meu bem. Tá.

Da academia já vou direto para o trabalho, onde eu passo o dia. Durante à noite eu estudo. Estou correndo, comendo mais salada no almoço, tenho um vidrinho com granola na minha mesa, para enganar um pouco a fome durante o dia. Estou indo bem. Somente o sono está me consumindo, ando muito cansada, acho que preciso tomar umas vitaminas.Quanto ao meu manequim está no 46, estou ainda com 90kg.

Como o exercício já está fazendo parte do meu dia-a-dia, o meu foco agora é o mestrado. Este suga todas minhas energias. Todos os dias é meu assunto, chega a ser chato. Mas, o legal que fiz amigos incríveis, Josi, Aninha, Ellen, Elaine, Priscila e ainda tem o Fabiano, companheiros de Juiz de Fora.

Aguardem, pois agora apesar da mais falta de tempo pretendo atualizar mais as novidades neste espaço.

Um abraço a todos.

Fernanda

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O retorno

É uma vergonha! Mais um pouco completaria um ano que não escrevo no blog. Mas, sou assim mesmo, não consigo fazer nada direito, com responsabilidade. Minha vida é muito agitada, mas isto não é desculpa, a de todo mundo é.
Pois é, depois de quase seis meses sem aparecer por aqui, vou trazer o panorama atual do meu programa de emagrecimento. Hoje, estou com 90 kg, 8 a menos de quando comecei. Continuo na academia, e agora melhor que nunca, já tem uns quatro meses que estou fazendo spinning e estou adorando. Sou super dedicada e deixo quase minha vida na aula, porque esta é de matar. E a minha professora é um monstro, ela suga até a última gota de energia que tivermos, mas eu gosto, me dá uma sensação de dever cumprido. Meu corpo está bem diferente, estou vestindo um manequim a menos, para quem já tava no nº 50, tem roupa que uso até nº 46. Tenho muito mais energia, e minha pele está mais lisa. Acredito que com o tempo as coisas só tendem a melhorar. Estou feliz com as mudanças, acho que com o tempo alcanço meu objetivo.
Quanto a alimentação, esta não é fácil. Enjoei de um jeito do pão integral, mas procuro comer menor quantidade. Tem dia que a gente exagera, como no final do ano. Mas, mesmo nestas situações estou conseguindo manter o peso. O que já é uma conquista muito grande. Vamos ver o que acontecerá no futuro. Espero poder mais vezes postar as novidades aqui no blog. Vou ver se ponho uma foto também. Até mais, galera.

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Grande verdade

GANHEI CORAGEM

Rubem Alves

… colunista da Folha de S. Paulo …

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente
tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”,
observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe
acerca da hora em que a coragem chega:
“Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”.
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
“O povo unido jamais será vencido”, é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus
como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar:

a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio;
o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável,
é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo
como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha
para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso
que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias
pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário
pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
“Agora você será minha para sempre.”.
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa
numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros,
porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces;
a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola
com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos
sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões,
se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa,
se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro
“O Homem Moral e a Sociedade Imoral”
observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo,
a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente,
são incapazes de fazer mal a uma borboleta,
se incorporados a um grupo tornam-se capazes
dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos,
são capazes de pôr fogo num índio adormecido
e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,
segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo
é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens
e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista
que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam
a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno”,
à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:
“Caminhando e cantando e seguindo a canção.”,
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves

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17/07/2010

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2ª Semana

Estou uma pilha. Sei lá o que está acontecendo. Acho que como estou tentando ficar longe da minha, até então melhor amiga, a comida. Estou sem meu porto seguro. Não tenho aonde descontar. Para vc ver o papel que a comida tem em nossas vidas. Ainda bem que pelo menos estou indo na academia. Lá eu extravaso e jogo toda a minha energia negativa nos exercícios. Estou bem dedicada e já vejo mudanças em meu corpo. Preciso trabalhar esta minha relação com a comida, é preciso realmente arranjar outros meios de me sentir feliz, satisfeita. O pior que a rotina não ajuda, mas é isto aí. Não estou comprando nada (o que piora a situação). Espero que com o tempo eu possa comprar roupas novas. De qualquer forma estou bem obstinada com o meu objetivo. E o melhor, estou levando outras pessoas comigo. Meus primos, a Lú e Celão também passarão a freqüentar as reuniões. A minha comadre Elba, também está entrando no esquema. A minha colega de trabalho está colocando a filha. Muitas pessoas estão dando força, algumas se manifestaram neste espaço, agradeço as participações dos bons amigos. Outras me mandam e-mail, mensagens no celular e até me ligam para comentar. Isto é muito importante. Para estes que fazem parte da minha torcida informo que esta semana já se foi mais 1 quilo, o que soma 2kg e 700g indo embora para sempre.

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1ª semana

Quarta-feira, as novidades serão neste dia. Dia de reunião no vigilante. Fui toda contente com a esperança de um progresso depois de uma semana de muito esforço. Até voltei para a academia e tenho me dedicado bastante. Como um sanduíche leve antes de malhar e quando chego tomo uma vitamina ou algo parecido. Ontem fiz uma consulta no nutricionista, para tirar algumas dúvidas do que comer à noite. Neste domingo inclusive fui à feira com meu marido e comprei algumas frutas para o lanche. Na minha bolsa agora sempre tem uma maçã ou uma banana, para atacar entre as refeições. O segredo não é ficar com fome e o mais importante gastar a caloria que consome. Por isto comprei até roupa nova para a academia, de forma a dar mais entusiasmo, já que quando chego à noite do trabalho que vou fazer exercícios. E detalhe: é tudo sozinha. O que torna mais difícil. No entanto, na reunião do vigilante tem um monte de gente igual. Engraçado, você quer saber onde tem uma reunião do vigilante do peso, é só seguir um grupo de mulheres que você chega lá. Eu mesma não estava achando qual a portaria entrar, então vi que as mulheres sempre viravam na mesma direção e lá estava a sala da reunião. É cômica a fila para pesagem no corredor, os homens passam e ficam olhando e pensando “aí deve dar comida de graça, este bando de gorda na fila”. Mas, é isto aí. É um grupo que todo mundo tem o mesmo propósito e está na mesma situação. Você vê a necessidade que as pessoas têm de expressar o que lhes aflige. A palestrante está falando e sempre que toca em uma situação, você ouve “Comigo é assim também”, “eu desconto no chocolate”. É curiosa a situação. Mas, compensa quando você pesa e vê o progresso. Esta semana eliminei 1kg e 700g. Estou super feliz, depois de muito tempo estou perdendo ao invés de ganhar, isto é uma conquista que é realizada um dia após o outro. Vou comemorar em um rodízio de pizzas! Brincadeirinha! Vou comer alface. E viva o alface!

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